Existe relação do bullying com o supercontrole?

Estudos demonstraram que o estilo de “evitação de risco” e inibição habituais das crianças supercontroladas leva ao afastamento social e a ter menor status com seus colegas.

Crianças com pais excessivamente controladores, crianças com um histórico de doença ou incapacidade, e crianças com temperamento mais inibido no início da vida demonstraram ser mais propensos ao bullying por parte de seus colegas.

A pesquisa correlacional demonstra que a exposição ao bullying é especialmente preditiva de maiores níveis de ansiedade geral, de uma tendência de expressar excitação ansiosa externamente quando sob estresse, e uma maior probabilidade de se tornar um adulto ansioso e deprimido.

Experiências precoces de vitimização entre pares podem exacerbar comportamentos de supercontrole associados a evitação, aversão ao risco e estilos interpessoais indiferentes de interação. Isso pode resultar em um ciclo vicioso em que a vitimização leva à internalização de problemas, que por sua vez contribuem para uma nova vitimização.

Um estudo com crianças de 5 aos 7 anos de idade, mostrou que as vítimas de bullying eram mais submissas; tinham menos habilidades de liderança; eram mais retraídas, mais isoladas, menos cooperativas e menos sociáveis; e frequentemente não tinham companheiros de brincadeira.

Vítimas de bullying estão cientes de suas questões sociais, mas parecem inábeis para mudar seus status. A falta de amigos os deixam vulneráveis (psicologicamente e socialmente) e mais propensos a se tornarem alvos fáceis. A situação não melhora sozinha com o tempo, ou mudando de escola.

Fonte:
LYNCH, Thomas R. Radically open dialectical behavior therapy : theory and practice for treating disorders of overcontrol. 1ª ed. Oakland, CA: Context Press, 2018.

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